2012 foi um ano extremamente tenso pra mim (como diria o Faustão) tanto no pessoal, quanto no profissional e acabou sobrando para o pobre do “Que viagem…” e passei muito tempo sem postar.
Para 2013 pretendo voltar a efetuar os posts na linha que já vinha fazendo e quem sabe em um servidor próprio, assim poderei fazer outras coisas que tenho em mente, mas que no Tumblr fica inviável.
Obrigado pelas visitas mesmo tanto tempo sem atualizar.
Prometo caprichar!
Cerca de 35% desse valor saem (o certo: sai) dos cofres do governo.
Na frase acima, o verbo concorda com o que for expresso pela porcentagem e não com o número.
Exemplos:
- Apenas 10% da população pretende votar.
- Segundo o secretário, 20% das salas de aula estão desativadas.
- Quarenta por cento da imprensa brasileira noticiou o fato.
- Mais de 30% das pessoas foram atingidas pela doença.
Outras situações: Quando a porcentagem vier depois da parte da frase a que ela se refere, a concordância deve ser feita com o número.
Exemplos:
- Dos índios, 20% deixaram a tribo.
- De toda a produção, 25% foram vendidos.
- Daqueles produtos, apenas 1% se perdeu.
Se a porcentagem for particularizada, a concordância será com o número.
Exemplos:
- Esses 20% do terreno foram doados (e não “foi doado”).
- Os restantes 30% de aumento serão pagos depois (e não “será pago”).
Se o verbo vier antes da porcentagem, a concordância será com o número.
Exemplos:
- Foi perdido 1% da produção.
- Foram perdidos 10% da colheita.
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
Um dos motivos que levaram a população a emprestar (o certo: a tomar empréstimo) é o crédito direcionado.
O termo “emprestar” deve ser usado apenas com o sentido de “ceder por empréstimo”.
Exemplos:
- Emprestava seu carro ao filho.
- Ele costuma emprestar dinheiro a amigos.
Já quando o significado for de “pedir ou tomar emprestado”, as formas corretas são:
- Ela pediu emprestado (e não: emprestou) o apartamento da amiga.
- Tomou emprestados os livros de que precisava.
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
Apesar do (o certo: Apesar de o) ministro ter tentado esconder as provas, a fraude foi descoberta.
Não é correta a contração da preposição (de) com o artigo (o, a, os, as) quando este é parte do sujeito, nem da preposição (de) com pronome iniciado por vogal (ele, ela, eles, elas, eu, aquele, este, etc.) em orações com o verbo no infinitivo, como as abaixo:
Exemplos:
- Apesar de o (e não do) aluno ter estudado, não conseguiu boa nota.
- Depois de a (e não da) fraude ter sido denunciada, passou a ser apurada pela PF.
- O fato de o (e não do) trem ter quebrado prejudicou o trânsito na região.
- Apesar de eles (e não deles) terem sido capturados…
- Depois de essas (e não dessas) fases terem passado…
- Antes de aquelas (e não daquelas) pessoas saírem…
- Chegou a hora de ele (e não dele) sair de casa.
- Apesar de este (e não deste) fato ser conhecido…
Obs.: Há gramáticos que aceitam essa contração, porém, segui a norma da língua.
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
Eles sequer (o certo: nem sequer) souberam responder às perguntas mais simples.
O agressor sequer (o certo: nem sequer) foi advertido.
Nas frases acima, o sequer não tem sentido negativo, pois sozinho equivale a “pelo menos”, “ao menos”. Portanto, sequer só pode ser usado em frases negativas.
Exemplos:
- Ele não disse sequer o que queria.
- Não havia um policial sequer.
- Partiu sem sequer se despedir.
- Eles nem sequer foram avaliados.
- Ela nem sequer saiu de casa.
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
Mais de 100 mil estrelas são candidatas para (o certo: candidatas a) abrigar planetas rochosos.
Com candidata, candidato, candidatura e candidatar-se, a preposição que deve ser usada é “a” e não “para”.
Exemplos:
- Ele desistiu de sua candidatura ao Senado.
- São três candidatos a governador.
- A estudante candidatou-se a uma vaga na empresa.
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
Haviam (o certo: Havia) muitas pessoas naquele local.
O verbo “haver”, quando tiver o sentido de “existir”, “ocorrer”, “acontecer”, “suceder”, “fazer”, deve ficar no singular. Com esses significados, “haver” é impessoal, ou seja, não há sujeito.
Exemplos:
- Antigamente, havia muitos pássaros naquela região.
- Havia vários automóveis na exposição.
- Se houvesse mais hospitais, os moradores não reclamariam.
- Houve muitos pedidos de dispensa.
Obs.: Se “haver” puder se substituído por “ter”, a concordância será normal, com singular e plural.
Exemplos:
- Os professores ainda não haviam (tinham) corrigido as provas.
- Os moradores haveriam (teriam) de deixar o local.
- O assassino havia (tinha) fugido da prisão.
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
Entre a proposta enviada e as estimativas de receita, havia uma diferença a menor (o certo: a menos).
Parte dessa redução, disse a secretária, se deve à compensação de R$ 390 milhões em tributos recolhidos a maior (o certo: a mais) pelas empresas.
As expressões a maior e a menor não existem. O correto é a mais e a menos, como nos exemplos a seguir:
- Ele recebeu dinheiro a mais (e não a maior).
- A quantia foi paga a menos (e não a menor).
- Os juros foram cobrados a mais (e não a maior).
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
O fato passou desapercebido (o certo: despercebido), apesar da presença de várias pessoas no local. Devemos usar a forma “despercebido” (e não desapercebido) quando algo ou alguém não é notado ou não atraiu a atenção.
Exemplos:
- A saída do réu do tribunal passou despercebida aos jornalistas.
- O incidente passou despercebido aos pedestres.
A forma “desapercebido” é de uso mais restrito e tem o significado de “desprevenido”, “desprovido”, “desatento”.
Exemplos:
- Ela estava desapercebida de dinheiro.
- O desfalque deixou o grupo desapercebido de recursos.
Observação:
“Despercebido” vem do verbo perceber (notar, observar). Já “desapercebido” tem origem no verbo aperceber-se (tomar ciência, prover-se).
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
Uma mulher foi levada às pressas para a UTI de um hospital. Lá chegando teve a chamada ‘quase morte’, que é uma situação pré-coma. Neste estado encontrou-se com a Morte:
- Que é isso? - perguntou a moça - Eu morri?
- Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 43 anos, 8 meses , 9 dias e 16 horas - respondeu a Morte.
Ao voltar a si, refletindo o quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu ficar ali mesmo naquele hospital e fez uma lipoaspiração , uma plástica de restauração dos seios, plástica no rosto, correção no nariz, na barriga. Tirou ainda todos os excessos, as ruguinhas e tudo mais que podia mexer para ficar linda e jovial.
Após alguns dias de sua alta médica, ao atravessar a rua, veio um veículo em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.
Ao encontrar-se de novo com a morte, ela perguntou irritada:
- Que palhaçada! Você disse que eu tinha mais 43 anos de vida. Por que morri? Gastei um dinheirão com todas aquelas cirurgias plásticas e nem tive tempo de terminar de pagar.
E a Morte aproximou-se bem dela e, olhando-a diretamente nos olhos, respondeu:
CRIATURA… EU NÃO TE RECONHECI!!!
Com a greve dos médicos, a paciente chegou a correr risco de vida (valem essas três formas: risco de vida, risco de morte, risco de morrer).
Embora “risco” seja sempre a possibilidade de ocorrer alguma coisa ruim, a forma “risco de vida” é aceita pelos gramáticos, pois se trata de uma elipse, que é uma figura de linguagem indicando omissão, em uma frase, de uma palavra subentendida. Nesse caso, o sentido é: risco de (perder a) vida. A mesma regra vale para “perigo de vida” e “perigo de morrer”. Ambas estão corretas.
Exemplos:
- A população corre risco de vida/risco de morrer/risco de perder a vida com o aparecimento do mosquito na região.
- O acidentado correu perigo de vida/perigo de morte.
—-
Este post solicitação de @JonatasMobile
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
O texto de hoje é um destes textos que circulam pela internet e mesmo que não sejam totalmente verdade, trazem elementos que nos fazem pensar, que nos tiram da zona de conforto e isso eu acho extremamente importante… boa leitura!
—-
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível”!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
- Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Steve Jobs? Etc?
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus ‘erros ou deficiências’?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou a sua a volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo pensativo. O volto a dizer nesses termos:
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados… Apenas peças… E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões que ‘foi pra outras moradas’. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: “Estamos todos muito tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM…Pois nosso Zaca é insubstituível.” – concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:
Na verdade o texto tinha uma conclusão motivacional mas tomei a liberdade de retirar e deixar este espaço/tempo para você pensar…
Computador chega na (o certo: chega à) escola.
Navios russos deveriam chegar no (o certo: chegar ao) porto venezuelano.
Chegar é um verbo de movimento e, dessa forma, deve ser acompanhado de a e não em.
Exemplos:
- O filme chega hoje às (e não nas) salas de cinema do País.
- Sua chegada a (e não em) São Paulo está prevista para amanhã.
- A chegada do time ao (e não no) Brasil animou a torcida.
- O uso de chegar em só é correto na designação de tempo ou com a palavra casa.
Exemplos:
- Chegará em meia hora.
- Chegamos em cima da hora.
- Ela chegou tarde em casa.
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
O governo anunciou o número oficial de vítimas fatais (o certo: de mortos).
Fatal é o que causa morte, é mortífero, que traz ruína ou desgraça. A expressão “vítima fatal” está incorreta, pois a vítima é quem morreu e não quem causou a morte. Fatal pode ser um tiro, um acidente, uma pancada, um choque, uma batida, e não a vítima.
Exemplos:
- Ator é vítima de acidente fatal
- Terremoto causa cinco mortes (e não vítimas fatais).
- Explosão deixa dois mortos.
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-
O premiê diz que não há porque (o certo: por que/por que razão/por que motivo) ter uma transição imediata.
Devemos usar “por que” (separado) sempre que as palavras razão e motivo estiverem expressas ou subentendidas.
Exemplos:
- Ninguém sabe por que (motivo/razão) ele deixou o emprego.
- Eis por que (razão/motivo) o trânsito está congestionado.
- Por que (motivo) o governo mudou a economia.
O “por que” também é a forma correta para perguntas e nos casos em que puder ser substituído por para que ou pelo qual, pela qual, pelos quais e pelas quais.
Exemplos:
- Por que você demorou?
- Por que os países vivem em guerra?
- Todos lutamos por que (para que) haja maior justiça social.
- Estavam ansiosos por que (para que) ela voltasse.
- Este é o caminho por que (pelo qual) seguiu.
—-
Este post foi dica de @JonatasMobile e @sennasf
—-
Colabore com a seção “Dica do Portuga”, mande sua dica pelo twitter: @fgenaro ou pelo e-mail fgenaro@gmail.com
—-