Que viagem...

Eu tenho cada viagem... Este meu cérebro!!!

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DICA DO PORTUGA: Médico (uso do hífen)

Segundo um médico legal (o certo: médico-legal) da polícia, havia lesões no crânio.

As locuções formadas com o prefixo “médico” devem ser ligadas com hífen ao elemento seguinte. O hífen deve ser usado tanto na formação de substantivos como na de adjetivos compostos.

Exemplos:

  • O médico-chefe atendeu os jornalistas após a cirurgia;
  • Os médicos-cirurgiões entraram em greve;
  • O preso passou por exame no Instituto Médico-Legal;
  • O hospital desativou os setores médico-cirúrgico e médico-dentário;
  • O centro médico-hospitalar foi inaugurado ontem;
  • Estado contrata médico-legista;
  • A paciente foi atendida por um médico-assistente.

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DICA DO PORTUGA: Posar/Pousar (quando usar)

O helicóptero teve dificuldade de posar (o certo: pousar) na cidade de São Paulo.

A forma posar deve ser usada em situações como: fazer pose para fotografia, pintura, etc. ou quando o sentido for de “fazer-se de”, “bancar” (Ele posa de democrata).

Exemplos:

  • A modelo posou para o fotógrafo.
  • O assassino tentou posar de inocente.

Já pousar tem o sentido de: descer, aterrissar, descansar, colocar em, passar a noite.

Exemplos:

  • O avião pousou mais cedo que o previsto.
  • Os peregrinos pousaram num rancho.
  • O garçom pousou o prato na mesa.
  • Aquele pássaro pousa sempre na mesma janela.

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DICA DO PORTUGA: essa/dessa/nessa (quando usar)

O exame não detectou anomalias. Com esta (o certo: essa) informação, os médicos suspenderam a cirurgia.

Esse, desse, nesse (a) e não este, deste, neste (a) devem ser usados nas seguintes situações:

1 - Em segunda referência a pessoa ou coisa:

  • Ela nasceu em 1954;
  • Nesse ano foi comemorado o 4º centenário da cidade;
  • Ao ouvir Coração de Estudante, percebeu que essa música traz lembranças de sua adolescência.

2 - Quando indicam pessoa ou coisa um pouco afastada de quem fala ou próxima de um interlocutor: 

  • Traga-me esse livro;
  • Sente-se nessa cadeira aí.

3 - Designam alguma coisa que já passou: 

  • Esse mês, quando ocorreram enchentes em São Paulo, marcou a eleição do prefeito;
  • Essa época já passou, mas deixou boas lembranças.

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DICA DO PORTUGA: Trás/Traz (quando usar)

Ele se escondeu na parte de traz (o certo: de trás) do veículo.

 Trás: é um advérbio de lugar e sempre vem antecedido por uma preposição (de, para, por, etc.).

Exemplos: 

  • Eles ficaram para trás.
  • Os agressores vieram de trás de um muro.
  • O motorista passou por trás do veículo.

Traz: é flexão do verbo trazer (indica uma ação).

Exemplos:

  • Ele sempre traz muitos presentes para os amigos.
  • A falta de ordem traz vários problemas.

 

Este post foi dica do @andremca 

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Guarda-chuva diferenciado facilita quem precisa usar telefone celular durante seu uso

A empresa Brollytime, de Chicago, desenvolveu um guarda-chuva que promete facilitar o uso de um celular enquanto o usuário segura o produto aberto, quanto estiver chovendo. O cabo tem um dispositivo para colocar os quatro dedos da mão, deixando o polegar livre para operar o telefone.

O cabo do guarda-chuva é uma combinação de plástico e borracha, forte e confortável. Mas, apesar de considerar uma inovação, excluindo esse dispositivo, o produto é similar aos que vendedores ambulantes vendem por US$ 5 nas ruas logo que o céu começa a ficar cinza e demonstrar que vai chover.

Este produto por enquanto está sendo vendido apenas pela internet com preço de US$ 19,95.

Vi no Estadão PME (http://migre.me/fLl8w)

Gostei da ideia!

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Seguir / Continuar (quando usar)

O trânsito segue (o certo: continua/está) parado na maior parte da cidade.

A situação seguia (o certo: continuava/estava) tranquila ontem à noite.

“Seguir” não é um verbo de ligação e, portanto, não pode unir o sujeito a um adjetivo. Em frases como as dos exemplos acima, “seguir” não deve substituir o verbo “continuar”. Em alguns casos, ocorre até mesmo uma contradição quando se une o verbo “seguir” (de ação) a algo sem esse sentido, como “seguir parado”, “seguir internado”, etc.

Exemplos:

  • O réu continua (e não: segue) calado.
  • A cidade continuava (e não: seguia) alagada.
  • O pedágio continua fechado.

Esse verbo só pode ter o sentido de “continuar” em frases como estas: Amanhã, seguiremos (continuaremos) os trabalhos. / Depois do almoço, seguiremos (continuaremos) a nossa discussão.

É correto também o uso de “seguir” nestas situações:

  • seguir alguém (ir atrás),
  • seguir os passos de uma pessoa, um fato seguiu ao outro (vir depois),
  • seguir em frente,
  • seguir um exemplo,
  • seguir uma religião,
  • seguir as regras,
  • seguir uma carreira,
  • seguir uma leitura e etc.

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DICA DO PORTUGA: “Retornar” uma ligação?

O responsável pela empresa não retornou a (o certo: não respondeu à) ligação até o fim da tarde.

A regência retornar (ligação/telefonema) não existe.

Por isso, em vez de “retornou ou não a ligação”, escreva que alguém respondeu ou não à ligação ou ligou ou não de volta. O verbo retornar, na língua portuguesa, não tem o sentido de responder.

Exemplos:

  • O candidato foi procurado, mas não ligou de volta.
  • O senador não respondeu à ligação da reportagem.
  • A reportagem entrou em contato com o shopping, mas ninguém respondeu ao telefonema até as 23 horas.

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Também (Colocação Pronominal)

Na ilha de Hokkaido também concentram-se (o certo: também se concentram) as principais destilarias do país.

A campanha deste ano também tornou-se (o certo: também se tornou) mais regionalizada.

O advérbio “também” atrai o pronome se para antes do verbo.

Veja mais situações em que os pronomes átonos  (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, lhes, os, as) são atraídos para antes do verbo (próclise):

  • com palavras ou expressões negativas (não, nunca, nem, nenhum, ninguém, etc.).  Ex.: Ela nunca se livrou daquele imóvel.
  • com pronomes relativos (quem, que, qual, cujo, onde, etc.). Ex.: Quem se saiu bem foi o adversário.
  • com pronomes indefinidos (alguém, algum, muito, pouco, vários, outro, qualquer, etc.) Ex.: Alguém o traria de volta.
  • com conjunções subordinativas (quando, porque, enquanto, embora, segundo, conforme, etc.) Ex.: Quando ele se levantou, já era tarde.
  • com advérbios (ainda, aqui, ali, depois, somente, só, agora, aqui, já, talvez, também, etc.) Ex.: Somente a empregada se encontrava em casa.
  • com pronomes demonstrativos (isto, isso, aquilo, aquele, deste, dessa, etc.) Ex.: Aquilo lhe diz respeito.

Verbo precedido de “que”, em qualquer sentido (menos quando substantivo)

Exemplo: O livro que você nos emprestou é ótimo.

Observação: As conjunções coordenativas: e, mas, porém, todavia, contudo e portanto não atraem o pronome para antes do verbo.

 

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DICA DO PORTUGA: Resistir em/Resistir a (o que usar)

As prefeituras resistiram em (o certo: resistiram a) aceitar a proposta dos manifestantes.

Ministros do TCU resistem em (o certo: resistem a) avaliar o caso.

O correto é resistir a algo ou a alguém.

Exemplos: 

  • Resistiu ao inimigo;
  • O produto é resistente ao uso;
  • Resistiu às intempéries;
  • Ele resiste às ordens;
  • Resistiu às pressões;
  • Não resistiu à tentação;
  • Resistem a abordar o assunto.

Vale dizer: Não existem as formas resisti-lo ou resisti-la, mas sim resistir-lhe.

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Aviso aos navegantes:

2012 foi um ano extremamente tenso pra mim (como diria o Faustão) tanto no pessoal, quanto no profissional e acabou sobrando para o pobre do “Que viagem…” e passei muito tempo sem postar.

Para 2013 pretendo voltar a efetuar os posts na linha que já vinha fazendo e quem sabe em um servidor próprio, assim poderei fazer outras coisas que tenho em mente, mas que no Tumblr fica inviável.

Obrigado pelas visitas mesmo tanto tempo sem atualizar.

Prometo caprichar!

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DICA DO PORTUGA: Concordância com porcentagem

Cerca de 35% desse valor saem (o certo: sai) dos cofres do governo.

Na frase acima, o verbo concorda com o que for expresso pela porcentagem e não com o número.

Exemplos:

  • Apenas 10% da população pretende votar.
  • Segundo o secretário, 20% das salas de aula estão desativadas.
  • Quarenta por cento da imprensa brasileira noticiou o fato.
  • Mais de 30% das pessoas foram atingidas pela doença.

Outras situações: Quando a porcentagem vier depois da parte da frase a que ela se refere, a concordância deve ser feita com o número.

Exemplos:

  • Dos índios, 20% deixaram a tribo. 
  • De toda a produção, 25% foram vendidos. 
  • Daqueles produtos, apenas 1% se perdeu.

Se a porcentagem for particularizada, a concordância será com o número.

Exemplos:

  • Esses 20% do terreno foram doados (e não “foi doado”).
  • Os restantes 30% de aumento serão pagos depois (e não “será pago”).

Se o verbo vier antes da porcentagem, a concordância será com o número.

Exemplos:

  • Foi perdido 1% da produção. 
  • Foram perdidos 10% da colheita.

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DICA DO PORTUGA: Emprestar/tomar emprestado (Quando usar)

Um dos motivos que levaram a população a emprestar (o certo: a tomar empréstimo) é o crédito direcionado.

O termo “emprestar” deve ser usado apenas com o sentido de “ceder por empréstimo”.

Exemplos:

  • Emprestava seu carro ao filho.
  • Ele costuma emprestar dinheiro a amigos.

Já quando o significado for de “pedir ou tomar emprestado”, as formas corretas são:

  • Ela pediu emprestado (e não: emprestou) o apartamento da amiga. 
  • Tomou emprestados os livros de que precisava.

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DICA DO PORTUGA: Apesar do/Apesar de o (Quando usar)

Apesar do (o certo: Apesar de o) ministro ter tentado esconder as provas, a fraude foi descoberta.

Não é correta a contração da preposição (de) com o artigo (o, a, os, as) quando este é parte do sujeito, nem da preposição (de) com pronome iniciado por vogal (ele, ela, eles, elas, eu, aquele, este, etc.) em orações com o verbo no infinitivo, como as abaixo:  

Exemplos:

  • Apesar de o (e não do) aluno ter estudado, não conseguiu boa nota.
  • Depois de a (e não da) fraude ter sido denunciada, passou a ser apurada pela PF. 
  • O fato de o (e não do) trem ter quebrado prejudicou o trânsito na região.
  • Apesar de eles (e não deles) terem sido capturados… 
  • Depois de essas (e não dessas) fases terem passado… 
  • Antes de aquelas (e não daquelas) pessoas saírem… 
  • Chegou a hora de ele (e não dele) sair de casa. 
  • Apesar de este (e não deste) fato ser conhecido…

Obs.: Há gramáticos que aceitam essa contração, porém, segui a norma da língua.

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DICA DO PORTUGA: Nem sequer/Sequer (Quando usar)

Eles sequer (o certo: nem sequer) souberam responder às perguntas mais simples.

O agressor sequer (o certo: nem sequer) foi advertido.

Nas frases acima, o sequer não tem sentido negativo, pois sozinho equivale a “pelo menos”, “ao menos”. Portanto, sequer só pode ser usado em frases negativas.

Exemplos:

  • Ele não disse sequer o que queria.
  • Não havia um policial sequer.
  • Partiu sem sequer se despedir.
  • Eles nem sequer foram avaliados.
  • Ela nem sequer saiu de casa.

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DICA DO PORTUGA: Candidato “a / para”

Mais de 100 mil estrelas são candidatas para (o certo: candidatas a) abrigar planetas rochosos.

Com candidata, candidato, candidatura e candidatar-se, a preposição que deve ser usada é “a” e não “para”.

Exemplos:

  • Ele desistiu de sua candidatura ao Senado.
  • São três candidatos a governador.
  • A estudante candidatou-se a uma vaga na empresa.

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